📫 As Vantagens de Ser Invisível | Resenha #2


📫 O LIVRO

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências –, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. 
Título | As Vantagens de Ser Invisível
Autor | Stephen Chbosky
Tradução| Ryta Vinagre
Editora | Rocco
Especificações | 224 p, brochura
Gênero | Young Adult/Drama

📫 EXPERIÊNCIA LITERÁRIA


Muitas coisas passam pela nossa vida e dessas, poucas ficam na memória. Caso leia "As Vantagens de Ser Invisível" com o coração aberto, ele conseguirá ficar cravado em sua memória entre as descobertas, experiências e divergências de um adolescente. Charlie acaba se tornando especial com todas aquelas profundas cartas, retratando sua vida e sentimentos.

Composto por cartas - que ficam na dúvida de terem sido enviadas, ou não -, o romance de Chbosky nos faz conhecer o jovem solitário Charlie, que está prestes a iniciar o ano letivo em uma nova escola e está com perguntas cercando sua cabeça. Que tipos de perguntas? Bem, seu melhor - e talvez único - amigo se matou no versão passado e sua tia sofreu uma tragédia em um momento muito especial de sua vida.
"Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece." (p.35)
Se pensa que a vida do garoto é marcada por tragédias, isso é um erro. Charlie acaba se aproximando do popular e engraçado Patrick durante uma partida de jogos escolares. A sua primeira atitude diante aquela multidão o fez conhecer - além de Nada - Sam, irmã de Patrick. A partir daqui, a história se desenvolve com música, sentimentos, amores, drogas e bem, descobertas.

A leitura dele pode ser rápida para alguns, mas lenta para outros. Como me identifiquei bastante com parte da história de Charlie e acabei amando demais o personagem, a leitura foi difícil. Foram quinze dias mastigando o livro com cautela. Chorei em algumas partes e no fim, ficou aquele "quero mais", mesmo tendo um final apreciável.
"Nem todo mundo tem uma história triste,
Charlie, e mesmo que tivesse, isso não é desculpa." (p.38)
A minha vontade de lê-lo foi a partir do filme, um sábado chuvoso e sozinho. Estava passando no canal Telecine e estava na metade provavelmente, por isso fui buscar informações e o descobrir. Vale muito a pena ler esse livro, recomendação total. A única coisa que me deixou um pouco triste foi a edição personalizada, mas no caso, é bem vindo devido a premissa do livro.

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