🏳️‍🌈 Com Amor, Simon

Depois de ter me apaixonado loucamente pela história de Simon Spier, chegou a hora de encarar o maior medo de todo leitor: a adaptação.

SOBRE O FILME



Com Amor, Simon
Love, Simon
20th Century FOX
2018 ‧ Drama/Comédia dramática ‧ 1h 50m
★★★★

Simon é um jovem estudante que mantém sua homossexualidade em segredo. Quando descobre que um aluno da escola com o codinome Blue está na mesma situação, eles começam a trocar mensagens. Tudo vai bem até que os e-mails são descobertos pelo estudante Martin, que começa a chantagear Simon.

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Trazendo dois atores da polêmica Original Series Netflix: 13 Reasons Why - Katherine Langford e Miles Haizer -, "Com Amor, Simon" conta a história de Simon (Nick Robinson) que aos 17 anos se identifica com a postagem de um jovem denominado Blue. Ambos são gays e começam a trocar emails mantendo sua verdadeira identidade escondida. Muito além dos emails, eles se tornam próximos pelos dilemas e obstáculos que compartilham juntos, tudo com um propósito: serem felizes por quem realmente são.


Mesmo sendo uma história que denominam simples, o filme é leve e afirmativo. É apenas um romance, afinal. Dirigido por Greg Berlanti (produtor de televisão e roteirista estadunidense assumidamente homossexual), o romance investe no humor com a tentativa de suavizar o peso real da realidade que em outras obras seria muito dramático e perturbador.

A produção é um didática sem ser cansativo e comovente sem ser melosa. Com Amor, Simon é uma aula de 1h49 que não se deixa perceber o tempo passar. Uma aula em que se prova que opção sexual não muda a essência do ser, mostrando que apesar de orientações diferentes somos todos iguais. Um preceito para ser levado além das salas de cinema, para ser levado para a vida toda.


Se você é apenas um telespectador que nunca leu o livro, provavelmente vai adorar o filme. Se você já leu: nem tudo é um mar de rosas.

LIVRO X FILME


Tentando reforçar a questão de amizade acima de tudo, a personagem Leah é apaixonada por Simon e não por Nick, como está no livro de Becky. Achei isso forçado e apelativo. A cena me deixou triste, completamente sad.

Além das trocas de ordem de cena, uma pergunta inexistente a  Cal Price, exclusão de uma das irmãs de Simon e mudanças no comportamento dele para com seus amigos e com Martin poderiam ter sido a gota d'água, mas então veio o pior. O final da história de amor de Jacques e Blue.

No livro, Jacques não publicou uma carta aberta revelando seu amor desconhecido e dizendo que vai esperá-lo em certo lugar. Aquilo acabou virando uma atração meio que vergonhosa e irreal. Com Becky, os email são mais sentimentais, verdadeiros e são como chaves que vão abrindo as portas para a revelação final.


Um detalhe legal do filme (que me deixou bastante confuso no começo) foi o fato de terem trabalhado nas opções de quem poderia ser Blue. Uma dinâmica legal, mas meio confusa.

Por fim, é uma adaptação mediana, um bom filme, mas continuo a me perguntar: onde está o significativo Oreo? 

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