📌 Cidades de Papel | Resenha

Cidades de Papel é um livro odiado por alguns e amado por outros, mas confesso que para mim é um dos melhores. John Green me levou a um suspense juvenil interessante, onde a cidade de papel habitava em mim e consequentemente nós. Um adeus mal resolvido contém segredos. Serão eles bons ou ruins? Vai saber. Apenas procure as respostas - ou tente.

INFORMAÇÕES DO LIVRO



Cidades de Papel
Paper Towns
John Green
368 Páginas | Editora Intrínseca

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.


MINHA RESENHA


Talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado
- respondeu ela. - pág. 16

Quentin Jacobsen está em seu último ano do ensino médio. Com seus pensamento na faculdade e no seu futuro, acaba tendo que lidar com um acontecimento inesperado junto a seus amigos. Margo Roth Spiegelman acaba desaparecendo misteriosamente. A jovem é cheia de mistérios, mas desta vez, provavelmente é para sempre.
Antes de se tornar um mistério, Quentin acabou entrando em uma aventura junto a sua paixão platônica, Margo, em uma noite intensa e cheia de respostas. Mas essas respostas revelam coisas que vão mudar o caminho de todos ao seu redor. Uma aventura pela verdade, pela vida - ou morte, por amor.
Você vai para as cidades de papel
e nunca mais voltará. - pág. 172

O principal do livro não é a aventura, o amor ou até mesmo a amizade que se fortalece em seu ápice final: é entender a si mesmo. É saber utilizar as metáforas que usamos no dia-a-dia, é saber que as mudanças bruscas precisam de atenção e que, às vezes, as pessoas são um nada futuro - atacam, ou protegem o futuro esquecendo do agora.
Green nos leva a um barco. Margo foi a primeira a pular. Quentin, o segundo, mas retornou ao ver que sua insegurança torna o novo futuro frágil. Eu, a perceber que podemos desmoronar a qualquer minuto, como uma cidade de papel.
Somos um conjunto de milhões de fios que se arrebentam. Ligue-os. Se torne inesquecível. Margo entendeu que aquele lugar e atos a tornariam mais do mesmo. Quentin, que amá-la era impossível, mas entendê-la era melhor que tentar o passo final. E você?
É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato.
E então ir embora se torna simplesmente
a coisa mais fácil do mundo. - pág. 262

SOBRE O AUTOR


John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses antes se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil.

Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem É Você, Alasca?, que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. Em 2009, Cidades de Papel foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.

Compartilhe:

0 comentários